O Rio Douro

Douro - Património Mundial

O Alto Douro Vinhateiro foi declarado pela UNESCO, em Dezembro de 2001, Património da Humanidade. Um título, atribuído por unanimidade, que premiou a mais antiga Região vinícola demarcada do mundo, decretada pelo Marquês de Pombal, em 1756. Região única, reúne as virtudes do solo xistoso, uma exposição solar privilegiada e as caracteríticas ímpares do seu microclima, em conjunto com o trabalho árduo do homem do Douro. O Vinho do Porto é um vinho natural e fortificado, produzido a partir de uvas provenientes da região demarcada do Douro.

O que torna o vinho do Porto diferente dos restantes vinhos, além do clima único, é o facto de a fermentação do vinho não ser completa, sendo parada numa fase inicial, através da adição de uma aguardente vínica. Assim, o vinho do Porto é um vinho naturalmente doce (visto que o açúcar natural das uvas não se transforma completamente em álcool) e mais forte do que os restantes vinhos (entre 18º e 22º de álcool).

O Rio Douro nasce em Espanha, nos picos da serra de Urbión, a 2080 metros de altitude e chega à costa atlântica após percorrer 850km, sendo a sua foz na cidade do Porto. O forte declive do rio, as curvas apertadas, as rochas salientes, os caudais violentos, as múltiplas irregularidades, os rápidos e os inúmeros "saltos" ou "pontos" tornavam este rio indomável.

Aproveitando o elevado desnível, sobretudo na zona do Douro Internacional, onde o desnível médio é de 3m/km, a partir de 1961, foi levado a cabo o aproveitamento hidroeléctrico do Douro. Com a construção das barragens, criaram-se grandes albufeiras de águas tranquilas, que vieram incentivar a navegação turística e recreativa.

No troço nacional do Douro, a instalação de eclusas em paralelo com as barragens hidroeléctricas permitiu a criação de um canal de navegação.

Os desníveis são vencidos por 5 eclusas, cujas caldeiras têm comprimentos compreendidos entre 86,0m e 92,0m:

Eclusa n.º 1: Barragem de Crestuma-Lever (1986) desnível máximo de 13,9 m

Eclusa n.º 2: Barragem do Carrapatelo (1971) desnível máximo de 35,0 m

Eclusa n.º 3: Barragem da Régua (1973) desnível máximo de 28,5 m

Eclusa n.º 4: Barragem da Valeira (1976) desnível máximo de 33,0 m

Eclusa n.º 5: Barragem do Pocinho (1983) desnível máximo de 22,0 m

Douro

Ao longo de mais de 130 km o rio Douro e o seu afluente Águeda constituem a fronteira natural entre Portugal e Espanha. Neste troço, o vale do Douro assume, devido à  sua geomorfologia, uma estrutura de canhão fluvial, com declivosas vertentes, ditas "arribas", onde abundam os afloramentos rochosos, com características únicas em termos geológicos e climáticos e uma ímpar vida selvagem.